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NO LIMITE

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Desde a paralisação após a disputa do campeonato mineiro, viemos segurando as pontas aqui  nessa coluna no intuito de não tumultuar ainda mais a vida do Villa Nova, no famoso esquema de “Encher Linguiça” na tentativa de dar tempo para as coisas se ajeitarem, mas agora chegamos ao limite e não conseguiremos mais ficar contando historias enquanto a situação se agrava ainda mais. 
Na verdade estamos falando especificamente agora do imenso drama vivido pelos funcionários do clube, que estão com mais de dez meses de salários atrasados, sem contar férias vencidas e outros benefícios que precisam ser acertados. Quando Nélio assumiu o clube em um momento complicadíssimo no final do ano passado, entendemos que ele precisava organizar a casa e montar um time para a disputa do certame mineiro, porque somente assim poderia arrecadar fundos para então poder começar a acertar com os funcionários, e até entendemos que precisava priorizar os pagamentos aos atletas para ter condições de ter uma equipe apta á jogar, e isso realmente aconteceu, com a promessa do presidente de iniciar os acertos com os demais servidores do clube em seguida, mas a situação continuou se complicando, os embargos da Justiça do Trabalho se tornaram uma constante na vida financeira da entidade e os “Inocentes” trabalhadores e servidores acabaram ficando pra depois, naquele velho ritmo de que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Durante todo este período tenho conversado quase que semanalmente com o presidente Nélio, que sempre se mostrou disposto a resolver a pendenga e em todas as conversas prometeu encontrar uma solução satisfatória para todos, e com sinceridade acredito que ele se esforçou mesmo para que isso acontecesse, mas o tempo passou e agora não dá mais pra segurar, e alguma coisa tem que ser feita, de um jeito ou de outro, porque nenhum dos atingidos agüenta mais essa situação. Os funcionários atingiram o limite máximo do desespero, com alguns chegando até mesmo á passar por necessidades básicas, e mesmo assim, continuam firmes em seus postos como servidores fiéis e dedicados que são, calados, sem ficarem reclamando pelos cantos, sem ameaça de paralisação, mas todos eles com imensa esperança e expectativa de receber o que lhes pertence, os salários que fizeram jus e que precisam para o sustento de suas famílias. 
Nossa conversa com o presidente essa semana foi taxativa e no tom do limite da cobrança, e mais uma vez ele se mostrou empenhado em acabar com o drama, confirmando duas situações possíveis para solucionar pelo menos momentaneamente o problema, afirmando que está prestes á receber a verba da televisão que está para ser desbloqueada e já descontada pelos embargos da Justiça, conseguindo acertar entre dois ou três dos vencimentos atrasados, prometendo prioridade total para esta finalidade agora, e garantindo que o dinheiro está previsto para ser liberado até sexta-feira ou no máximo até o início da próxima semana. 
A outra expectativa de Nélio é a reunião marcada com o prefeito Cassinho na terça-feira com a presença do vice-presidente do Conselho Emanuel Carneiro, em sua última tentativa de conseguir liberar o dinheiro que o clube ainda te direito de receber, e que segundo ele, poderá até ser pago parceladamente, porém essencial para que o Villa tenha condições de confirmar presença na série-D do brasileirão que está prestes a se iniciar, e que sem essa liberação será impossível de acontecer.  Parece que o futuro do Villa Nova está nas mãos do nosso prefeito, que acredito não ter a intensão de deixar que ele morra em suas mãos. 
Agora não mais pra segurar, todos tem que se esforçar para solucionar o problema, o presidente do clube, seus diretores, a diretoria do conselho, o prefeito da cidade, os vereadores, enfim, todos que estão diretamente envolvidos com o maior patrimônio de Nova Lima, o centenário Villa Nova, mantendo pelo menos á honra de pagar aqueles que pra trabalharam para o clube e que necessitam receber, que já esperaram muito e que agora se encontram no limite. 

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