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NATAL pura magia.

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 O Natal sempre foi e será pura magia. Quando criança era um  grande movimento nos lares.  Os brinquedos eram poucos, mas tinha fartura de  porcos , cabrito, peru tonteado com cachaça criados no quintal e , a queca de libra assada por horas em fogo baixo - a minha preferida, depois presentear os vizinhos, parentes e amigos com as guloseimas caseiras. Nas semanas que antecediam ao natal, com euforia, sentávamos para fazer a lista de pedidos ao papai Noel e a depositávamos, embora velho e surrado, no sapato no dia 24 para receber os presentes sonhados. A árvore de natal de cipreste perfumava toda a casa, enfeitadas com criatividade. À noite dirigíamos à igreja para assistir à Missa do Galo. Era tudo muito simples, mas com muita alegria. O natal era das crianças. Não ganhávamos o que pedíamos ao Papai Noel, mas ficávamos felizes com o que recebera, e andávamos pelo bairro com o sapato vulcabras que já era para atender o próximo ano letivo, ou com o conjunto de sombrinha, capa e galocha, que desfilávamos pela rua mesmo sem chuva.
No passado, o Natal era comemorado quase exclusivamente pela família reunida. Nas mesas o tradicional pernil, arroz de forno, farofa, pudim de pão, doce de figo, cidra, mamão verde, queijo, manjar de coco, pudim de leite, castanhas, nozes... Antes as novenas de Natal faziam parte da preparação para a noite mais sublime do ano.
Atualmente luzes e cores tomam conta da cidade numa luminosidade deslumbrante. Os shoppings com os quais nem sonhávamos no passado são de uma beleza irresistível, parece que adultos e crianças entram num conto de fadas. Papai Noel com roupas aveludadas é a atração das crianças para fotos. As bonecas de papel, de pano e de louça do passado, foram substituídas por outras que imitam as feições de ídolos do momento. Os carrinhos de lata, de madeira e de plástico ainda alegram alguns, mas o que impera atualmente são os videogames, os eletrônicos e sofisticados celulares. O mundo hoje está atravessando momentos tão difíceis, de dor, de fome, de medo, de violência, de falta de AMOR...  Que nos deixa estarrecidos e descrentes. Sem essa de saudosismo, mas venho questionando as diferenças do Natal, que se tem festejado ao longo de nossas vidas. 
E aí eu me pergunto se já não estaria na hora de mudarmos isto.
Se, agora que já compreendemos melhor o que se passa, não deveríamos romper com as tradições, com o conformismo de viver imitando sempre o que tem sido para começar a agir de forma mais coerente e festejar um Natal mais cristão. Neste Natal novo, vamos fazer diferente. Vamos deixar de tantos gastos desnecessários que fazemos, comprando supérfluos que não nos melhoram em nada a vida. Usemos esse dinheiro para aliviar, um pouco que seja a dor dos que sofrem, dos que estão sós e com fome.
Cada família pode escolher um local pra ajudar, uma pessoa para presentear. O importante é que este ano a gente estenda um pouco mais o nosso amor e se lembre de alguém que precise mais do que nós. Assim, tenho a certeza de que Jesus será o Papai Noel do nosso Natal, sem roupas vermelhas, sem gorro, não tão gordo e bochechudo, mas nos trazendo Paz, Serenidade e Alegria!

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