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UM MENTIROSO CONVICTO

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A mentira existe desde o início dos tempos e faz parte da natureza humana.  Ela pode ser definida como o ato de enganar alguém, sem antes informá-lo de tal intenção. Omitir informação em um jogo de pôquer não significa estar mentindo, pois é esperado que um bom jogador blefe. Normalmente as mentiras aparecem em situações sociais: quando num jantar é servido um cardápio do qual não gostamos, para não ser desagradável, dizemos que a comida é ótima, mas que esta de dieta.
Por outro lado, a mentira, às vezes, pode ser danosa, perigosa e até mesmo prejudicial para os envolvidos. A mentira que gera implicações graves, são muito diferentes daquelas que envolvem a “mentira social”. Para diferenciá-las, devemos nos perguntar como o nosso interlocutor se sentiria se descobrisse que mentimos. Se interpretarmos a mentira como quebra de confiança ou tentativa de tirar vantagem, significa que de inocente a mentira não tem nada. Isto quer dizer, provavelmente, essa mentira é grave, talvez até mesmo prejudicial. Caso contrario, seja inofensiva é o que caracteriza a mentira social.
Mas, afinal, por que as pessoas mentem com tanta facilidade? A resposta é simples: porque funciona. A principal razão de as pessoas serem tão boas em contar mentiras aos outros é por que elas são boas para mentir, iludir a si próprias. "Há uma estranha assimetria em como partilhamos a desonestidade. A experiência em ser vítima de falsidade é gravada em nossa memória, mas nosso descumprimento a ética às vezes nos escapa, e, geralmente nem percebemos. 
A mentira pode ser patológica. É o caso dos mitômano, pessoas que só conseguem se relacionar mentindo e, o pior, que acreditam na própria mentira. "O mitômano sempre sabe no fundo que o que ele diz não é totalmente verdadeiro. Mas ele também sabe que deve parecer verdadeiro para que lhe garanta um equilíbrio interior. Em determinado momento, o sujeito prefere acreditar em sua realidade mais do que na realidade objetiva do exterior. Esse distúrbio tem sua origem na supervalorização de suas crenças em função da angústia. A idéia de que uma pessoa possa iludir a si mesma parece tão sem sentido quanto trapacear no jogo de paciência ou roubar dinheiro da própria conta bancária. Mas...
O filosofo Nietzsche, já dizia: "Precisamos da mentira para viver nesse mundo falso, cruel, contraditório, persistente e absurdo; mundo esse que é o mundo verdadeiro".
Logo, as pessoas são capazes de manipular intencionalmente seus gestos, posturas e expressões, mas não todos os sinais. Restam quase sempre alguns pequenos sinais difíceis de serem suprimidos. Por isso, gestos, posturas e movimentos do corpo podem se tornar uma fonte valiosa de informação no que se refere à mentira. 

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