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FAMÍLIA, CASA, PROTEÇÃO!

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Você já parou para observar um pássaro protegendo sua cria?  Você tem em casa um canto de sossego, só seu? Aninhar nos braços um bicho ou uma criança é uma forma de entrar em contato com a essência da vida e de renovar sentimentos confortantes.
Os pássaros fazem sua morada, garantindo proteção e calor aos filhotes. Os seres humanos gestam seus filhos no mais bem construído dos ninhos, o útero materno.  A família, no geral, é o primeiro prolongamento do ninho uterino. E nossas raízes são sedimentadas no convívio com pais e irmãos. E são essas sensações, aromas, gostos e boas lembranças dessa fase da vida que procuramos quando construímos nosso lar. A ausência desse clima marcado pela familiaridade é que nos faz sentir, muitas vezes, como verdadeiros estranhos no ninho. “Essa é a história do patinho feio, na verdade um cisne que cresceu junto com os patos. Ela se sente mal porque isso foge à sua raiz, aos valores que correspondem à sua essência”.
 “Por mais independente e nômade que seja o homem, por mais que tenha desenvolvido cultura e tecnologia, vai sempre buscar um lugar confortável para retornar, cumprindo o mesmo curso realizado pelo sol: nascer, morrer, renascer”.
Alguns animais constroem seus ninhos, da mesma forma que a arquitetura projeta os mais diversos modelos de casa, a natureza é sábia em relação à morada dos bichos. Os pingüins envolvem seus ovos numa prega de pele no abdômen, mantendo-os a salvo do frio e de predadores. O ninho de um filhote de canguru é o marsúpio, uma bolsa no ventre da mãe. Ele nasce apenas parcialmente formado e se desenvolve nesse compartimento aberto. O mesmo acontece com o coala, cujo filhote permanece na bolsa e, ao sair, ganha um novo lar: é transportado nas costas da mãe por um ano. O pássaro calao, cujo macho veda a fêmea e o filhote no interior de um tronco de árvore, deixando apenas um pequeno orifício para que se alimentem e respirem. Depois de um tempo, os filhotes saem crescidos e a fêmea rejuvenescida, pois nesse período ela troca todas as penas.
Outro caso interessante é o pássaro-alfaiate, da Índia, que cose duas folhas vivas para formar o ninho. Ele perfura a borda das folhas e em seguida as une com nós independentes feitos de fibras vegetais.
 A casa, a família, é o canto do mundo onde sentimos segurança e equilíbrio. É comum elegermos em casa um canto, perto da janela, na sala ou mesmo num quarto, onde nos sentimos mais aconchegados e em sintonia com o ambiente. Nosso ninho particular dentro da casa. Viva-o.

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