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PEQUENAS MORTES DIÁRIAS

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Chegando novembro, acontecem dias tristes e alegres como os demais meses do ano,  que não os têm voltados ao culto dos mortos ou aos festejos de todos os santos.
É o mês que nos faz lembrar de como é perigoso morrer! Primeiro, porque quando alguém parte fica à mercê do que se diz e escreve a seu respeito. E são tantas as coisas boas, más, indiscretas, maldosas, etc e tal, que o falecido, se pudesse ouvi-las, talvez ficasse surpreso diante das proezas e ou safadezas a ele atribuídas e com as quais jamais sonhara. 
Por isso, vamos celebrar mortos e vivos. Até porque, morremos de medo de trocar hábitos, de mudar de idéias, convicções, de ver as coisas por outra ótica e damos um reset nos comportamentos viciados e ranzinzas. Medo de encarar as verdades de nossa alma, pois os reflexos geralmente são indigestos e desagradáveis.
A falta de controle sobre a nossa morte é um mistério que intriga a maioria dos seres racionais. O fato é que muita gente já morreu alguma vez e nunca desconfiou disso. Inclusive eu. Porque a gente morre quando levanta da cama e já corre para olhar o celular. Morre de monotonia, de inércia, de marasmo, de falta de sonhos e de sonhos não realizados. A gente morre de medo de por o dedo em riste na cara do próprio medo e de pegar a coragem e seguir caminhando.
Morremos de medo de colocar em pratos limpos as mazelas de uma relação corroída, mas sustentada, apesar do visível desgaste. 
Morremos de frio na alma e de falta de verdades. De afeto endurecido. De gentileza não manifestada. De egoísmo e de falta de sensibilidade. Morremos de silêncios, de preconceitos, de inveja, de ódios e opilações de fígado. E juramos que esses sentimentos, totalmente anti-civilizados, se manifestam e pertencem apenas aos outros. Também se morre de arrogância, de presunção, de soberba. Muita gente também morre de mediocridade. Pessoas que não são capazes de reconhecer o valor e os grandes feitos do outro. Sem saber que esta atitude só demonstra sua fraqueza e que a mediocridade anda de mãos dadas com a inveja. 
E não sabemos de que forma sair da falta de competência de atitudes.
É preciso ter coragem e força de personalidade para olhar para dentro de si e, identificar essas pequenas mortes diárias. Fazer delas o combustível para melhorar como ser humano. Que nos possibilite ver e ter uma vida com mais honestidade, ética, sensibilidade, poesia, densidade e amor. Ter a coragem de trocar nossas pequenas mortes de cada dia por sobressaltos cheios de cores, risadas altas, prontas para ocupar os palcos de uma vida mais verdadeira e se refestelarem soltas ao sabor do vento sem nenhuma amarra ou máscara. Vida longa e muito amor a todos que se dispuserem ao desafio.

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